terça-feira, 1 de junho de 2010

Consultores do Projeto FAPERJ de Reciclagem de Óleo de Cozinha visitam São Gonçalo, Tanguá e Rio Bonito

Os consultores Pedro Felicíssimo, Peter Lamers e Orlando Confalonieri realizaram visitas técnicas na última semana de maio aos municípios de São Gonçalo, Tanguá e Rio Bonito onde o projeto apoiado pela FAPERJ de reaproveitamento de biomassas líquidas ( óleo de cozinha e gorduras animais) para a produção de biocombustíveis vem desenvolvendo ações de incentivo à educação ambiental, treinamento e coleta do óleo vegetal residual e conseqüente retirada deste importante passivo ambiental da pauta de problemas sem solução.
Em São Gonçalo, onde as chuvas de maio causaram muito estragos e perdas de vidas, a comunidade do bairro do Salgueiro vem recebendo apoio da FAPERJ para obras de infra estrutura para construção de seu centro de educação sócio ambiental e de coleta. O líder comunitário Aldeir Albino (Nem) recebeu recursos do projeto para construção do telhado destruído pelas chuvas e material para coleta (bombonas), as quais já estão distribuídas e coletando em diversos locais na região.
Em Tanguá, onde o projeto é desenvolvido pela COOPCANIT e coordenado por Reinaldo de Abreu, Diretor de Reciclagem da UNISOL e pelo Diretor da Fundação Leão XIII de Niterói, Jorge Pereira, os consultores do projeto visitaram as futuras instalações da mini usina da LPM do Brasil, definindo os últimos ajustes para receber o equipamento.
Em Rio Bonito, os consultores participaram de palestra da Semana de Meio Ambiente, ocasião em que tiveram a oportunidade de apresentar mais uma vez o objetivo e as metas do projeto aos participantes.
Nas próximas semanas estes municípios deverão receber cerca de 100 bombonas e 3 IBC's(conteineres de 1.000 litros) para ampliação dos pontos de coleta do óleo.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Iniciam-se as pequenas obras de infraestrutura em Barra do Piraí para coleta e tratamento do óleo vegetal usado com apoio da FAPERJ

As pequenas obras e reformas na infra estrutura da Óleo Local para viabilizar a coleta do óleo vegetal usado em Barra do Piraí e Volta Redonda iniciaram-se e a previsão é de que termine até o dia 15 de julho quando deverá receber a mini usina da LPM do Brasil modelo LPM OC 350 A.
O Diretor da LPM do Brasil, Peter Lamers, visitou as instalações da empresa no último dia 22/05 para discutir com os empreendedores, os detalhes finais de lay out, piso, paredes e necessidades da parte elétrica.
Este modelo é uma inovação no mercado por introduzir a bidecantação, o que garante uma melhor qualidade do óleo do que os modelos usualmente encontrados disponíveis para aquisição.
A expectativa é que a Óleo Local desenvolva cerca de 100 ecopontos até o final de 2010 totalizando cerca de 7.000 litros/mes de óleo vegetal usado retirado da natureza e reaproveitado pela indústria.

Plantação experimental de girassol em Rio das Ostras do Projeto FAPERJ: fases de adubação e semeadura

No dia 25 de maio teve início a plantação experimental de girassol da 2ª fase do projeto apoiado pela FAPERJ em Rio das Ostras/RJ. No total são 3,5 ha em que a Prefeitura de Rio das Ostras está participando por intermédio da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca e sob coordenação de Francisco Augusto Guedes Nogueira (Guto), Diretor do DEAGRO-SEMAP.
O acompanhamento técnico é realizado pela PESAGRO Estação Campos dos Goytacazes e pelo Profº Peter Lamers, Diretor da LPM do Brasil e consultor de Felicíssimo e Ramires neste projeto.
Após a análise de solo realizada pela Universidade Rural de Campos, decidiu-se por uma adubação típica de 350 kg de 4-14-8 e 10 kg de Yhara por ha para realizar um suplemento equivalente a 2 kg de boro por ha ( o que é recomendado pela Helianthus para a cultura).
Esta adubação é aplicada ao lado da plantação e semeada ao lado das sementes de girassol. Mais tarde será aplicada uma adubação adicional de 120 kg de uréia por ha.
Na semeadura foi utilizada uma máquina Tatu de 3 elementos, muito utilizada na agricultura fluminense para semear milho e feijão.
A sistemática de semear é com discos e as sementes são semeadas por gravidade em vez de vácuo como em máquinas pneumáticas de alta precisão. Torna-se necessário comprar discos específicos para o girassol e deve-se prestar muita atenção ao tipo de híbrido semeado em razão do tamanho exato dos furos do disco. A semente utilizada, helios 250, é um pouco mais robusta, o que demanda furos obtusos longos e mais largos. O técnico da PESAGRO Campos, Leonício, que acompanha o projeto, fez a avaliação dos discos e pode ser consultado pelos interessados em cultivar o girassol sobre qual disco escolher em relação ao híbrido a ser semeado. Também é possível consultar a Helianthus do Brasil sobre o assunto.
A distância entre as fileiras ficou em 80 cm. A Helianthus recomenda 45.000 plantas por ha, o que significa, plantas germinadas. Os testes de germinação das sementes no laboratório da PESAGRO em Campos apresentou um índice de germinação de 80%-85%. devido ao fato de que o terreno escolhido não tem um histórico ( anteriormente pasto) de uso agrícola, os técnicos da PESAGRO aconselharam trabalhar com um índice de germinação de 70% para obter mais segurança.
Pelo fato de que a máquina usa o sistema de discos, a velocidade do trator é um fator muito relevante durante a semeadura para evitar um grande número de falhas e de que os discos danifiquem as sementes. É recomendável não utilizar uma velocidade superior a 4 km/hora. Neste experimento foi usado um trator Massey Ferguson, modelo 275, e para este trator pode-se usar a marcha L3 e L4.
No preparo da máquina para o plantio ficou evidente que este equipamento mostra uma limitação na quantidade de sementes que se pode plantar por ha. Isto deve-se ao fato da necessidade da troca das rodas dentadas para as correntes para aproximar a quantidade desejada. Neste caso, só foi possível semear uma quantidade 10% maior do que o calculado pela falta de disponibilidade de rodas que podiam realizar o câmbio ideal. A disponibilidade de uma máquina pneumática de alta precisão para semear milho, feijão e girassol poderia vir a ser um grande avanço para a região visto que apenas a Prefeitura de Rio das Ostras tem em seu Programa de Agricultura mais de 200 agricultores participantes.
A PESAGRO Estação de Campos dos Goytacazes tem uma vasta experiência em plantações de girassol realizados nos últimos anos, sob a direção do pesquisador Wander Eustáquio e do técnico Lenício. Especificamente na região de Rio das Ostras existe uma boa cooperação entre a Prefeitura e a PESAGRO mostrando bons resultados no campo. Esta cooperação conseguiu despertar um grupo de 200 agricultores familiares. O foco é a plantação de milho e feijão, mas recentemente foram realizados testes com arroz e agora as primeiras plantações experimentais de girassol.
Pela PESAGRO atuam para dar suporte para o feijão o pesquisador Benedito e para o arroz o pesquisador Silvino Amorim. A Prefeitura de Rio das Ostras quer ser um instrumento de aceleração para o desenvolvimento do campo e por esta razão dá apoio a pesquisas, treinamento e preparo do solo para um grupo de agricultores para que posteriormente eles possam seguir de forma independente e auto suficiente.